As histórias, quando cortadas a meio, deixam um sabor doce. Um sabor a pena, a curiosidade e a sonho de um final feliz. As histórias, quando decepadas, deixam a imaginação embelezar a realidade, criando um jardim no deserto, uma melodia no silencio, um beijo na distancia que as histórias, quando acabadas prematuramente, provocam.
Fica o cheiro que não se entranhou, a frase que não se disse e o beijo que não se deu. Fica o sentimento que não se transmitiu e que ficou aqui, dentro de nós, a crescer e a alimentar-se com - e só com - o sonho.
As histórias, quando acabadas a meio, conseguem a ilusão do "comigo terias sido tão feliz" que uma história, que acaba - como todas acabam - não tem. Fica essa sede de mais, essa procura de final feliz que enchem os sonhos e a almofada.
Uma história, quando acabada antes do fim, tem a doçura da ingenuidade de uma história de amor bonita, com direito a felicidade que, no fundo, não existiu.
De vez em quando confundimos a maldade com a burrice. Eu sei que são características diferentes e que tudo é melhor a uma pessoa burra mas, por vezes, a linha que as divide é ténue. a pessoa maldosa tem o sangue quente que lhe permite engendrar planos com o objectivo de magoar o outro, a pessoa burra não tem sangue, com sorte, tem Be groselha (não sejas ovelha, bebe Be groselha, lembram-se do anuncio?) A pessoa maldosa trata-nos com indiferença ( a indiferença é do pior que nos pode acontecer) e a pessoa burra trata-nos com indiferença porque sim, "porque não" ou "porque haveria de tratar de outra maneira" e o "quem sou eu e o que faço aqui" acabando com o bonito "E.T go home".
No entanto, é-nos mais fácil assumir que a pessoa é maldosa e quer magoar-nos de propósito do que constatar que aquilo é o que é, não dá para mais e pronto, amiguinhos, vamos para a cama que as visitas querem ir embora (detesto quando dizem isso) (e dizem-me tantas vezes isso quando sou convidada para jantar em casa de amigos). Prefiro saber que me estão a magoar de proposito, porque puxaram pela cabeça e pensaram num plano maquiavélico que tem como objectivo deixarem-me a noite toda a arrancar cabelos e a chorar na almofada, copo de vodka numa mão, calmantes na outra e o "You hurt me so bad" a tocar ao fundo do que saber que o outro nem deu por mim, "foi sem pensar, nem me lembrei, mas era suposto dar noticias?" e o lindíssimo "foi sem querer".
A diferença entre a maldade e a burrice é enorme para quem o é, mas não para quem o sente como consequência...talvez porque a indiferença do burro seja genuína e isso é lixado, ainda por cima vindo de um burro.
No entanto, é-nos mais fácil assumir que a pessoa é maldosa e quer magoar-nos de propósito do que constatar que aquilo é o que é, não dá para mais e pronto, amiguinhos, vamos para a cama que as visitas querem ir embora (detesto quando dizem isso) (e dizem-me tantas vezes isso quando sou convidada para jantar em casa de amigos). Prefiro saber que me estão a magoar de proposito, porque puxaram pela cabeça e pensaram num plano maquiavélico que tem como objectivo deixarem-me a noite toda a arrancar cabelos e a chorar na almofada, copo de vodka numa mão, calmantes na outra e o "You hurt me so bad" a tocar ao fundo do que saber que o outro nem deu por mim, "foi sem pensar, nem me lembrei, mas era suposto dar noticias?" e o lindíssimo "foi sem querer".
A diferença entre a maldade e a burrice é enorme para quem o é, mas não para quem o sente como consequência...talvez porque a indiferença do burro seja genuína e isso é lixado, ainda por cima vindo de um burro.
Descobri hoje que gosto de futebol
Parece que o Madail teve de se sentar no meio do público (o gajo tem um metro e oitenta e sete, repito; 1.87). E está a ser um jogo entediante (o tipo até de cor de rosa fica bem, caramba). Os outros desrespeitaram o hino nacional (e as pernas? já repararam nas pernas do Eduardinho?) e o trabalho da comunicação social está a ser dificultado (um metro e oitenta e sete...). Eu acho que o filmam pouco, isto é, tem poucas oportunidades para mostrar as suas qualidades (joga no Vitória de Setúbal? )
(Vou retocar o batom, pentear o cabelo e compor a blusa... a segunda parte está quase a começar)
Chamemos-lhe prioridades...
Eu ia aqui escrever sobre o assunto pouco debatido que é o direito de casais homossexuais casarem ou não. O referendo, a adopção e tal e coiso. Mas depois olhei para a a televisão e, nem me lembro em que canal foi, mostraram crianças que se auto-mutilaram. Algumas até se incendiaram. Algumas até morreram. Crianças de 10 anos que se tinham casado e que não queriam. Crianças que estavam grávidas de outras crianças e que não tinham pedido nada disso. Miúdas de 9 anos, unhas vermelhas mas não tão vermelhas quanto os olhos de tanto chorarem, porque não queriam casar. Preferiam morrer a casar. A dor do fogo era menos penosa que a da responsabilidade de estarem a vida toda com um Mohamed que não conheciam. O pior é que procurei nos noticiários todos e não encontrei essa reportagem. Sobre o tal referendo sim. E opiniões, oh Deus meu, tantas opiniões.
E visto assim, as coisas conseguem ter outra urgência. E prioridade claro. Achei que não valia a pena escrever sobre o referendo. Lembrei-me da maravilha que é estar com quem se quer. E só.
(ah mas isso é do outro lado do mundo)
(pois é. Não deixa de ser no planeta terra e com crianças...)
E visto assim, as coisas conseguem ter outra urgência. E prioridade claro. Achei que não valia a pena escrever sobre o referendo. Lembrei-me da maravilha que é estar com quem se quer. E só.
(ah mas isso é do outro lado do mundo)
(pois é. Não deixa de ser no planeta terra e com crianças...)
(No fundo, é mito urbano. A amizade entre as mulheres é mesmo mais forte do que se pensa. Não levamos a amiga a beber umas cervejas e a pedir à empregada para desabotoar um botão da camisa porque "o amigo tá em baixo", nós é mais como sempre, como na adolescência ou até antes, quando formávamos equipas na ginástica e nos mantínhamos em matilha para ganharmos às outras - que eram sempre as inimigas.Acho que guardamos esse instinto de matilha pela vida fora, defendendo a "nossa equipa" da outra. O nosso lado materno também ajuda a que a amizade seja feita de laços consistentes. A vontade de aconchegar, passar a mão pela cabeça, estar sempre lá, ou mesmo dar raspanetes ameaçando deixar-nos se não mudarmos de atitude roçando o "deixo-te no meio da estrada se continuares a meter o dedo no nariz".
Portanto é mesmo mito urbano essa coisa de sermos uma ameaça umas para as outras. Não somos. Não para as nossas, sim para as outras, sim para quem ataque as nossas. Não acho mal. Acho que é coisa de mulher)
Do verbalizar
De quando em vez e de vez em quando, nestas alturas em que a alma fica turva e o coração encontra-se numa rotunda às voltas, sem saber que caminho seguir nem a quem deve dar prioridade, o verbalizar parece-me o reconforto da viagem. O acalmar das aguas turvas. A memória das palavras - para mim -entranha-se mais [muito mais] do que a das atitudes. Um feito no verão não terá o mesmo calor do que a ausência no inverno. A honra do que se diz [quando se tem a honra de se dizer o que se sente] vale mais do que qualquer avião num céu limpo a fazer setas espetadas num coração feito de nuvens artificiais. O verbalizar dos sentidos sentimentos é a canja num dia em que o vírus nos atacou e nos enfiou numa cama, sem defesas nem força. Acredito nas palavras. Na consistência das palavras. Funciono muito melhor com palavras [porque o coração, por vezes, é cego] do que com atitudes que têm - quase sempre - várias interpretações.
E depois - claro está - por mais que seja das ultimas que não tem nas almofadas o bordado "palavras leva-as o vento", acredito também que quem não tem a honra de dizer o que sente não justifica a gripe que nos levou para a cama e, subitamente, a rotunda só tem uma saída e a visão fica nítida. Muito mais nítida.
E depois - claro está - por mais que seja das ultimas que não tem nas almofadas o bordado "palavras leva-as o vento", acredito também que quem não tem a honra de dizer o que sente não justifica a gripe que nos levou para a cama e, subitamente, a rotunda só tem uma saída e a visão fica nítida. Muito mais nítida.
(Ainda estou na fase da negação)
Eu não precisei de ajuda da Angela. Eu consegui sozinha meter os comentários directamente para a caixa de correio e não precisei de 30 mails da paciente Angela para tal. Eu percebo de HTML e não fiquei a chorar dos olhos à procura do código que Ela me deu.
Aliás, a própria ideia de encaminhar os comentários para a caixa de mail foi minha, não foi retirada da Angela.
Repete comigo, Margarida; tu és original e esperta nessa coisa de HTML.
(Agora vou à procura da minha dignidade. Não a pisem até lá, por favor...)
Tão, mas tão obrigada....
Aliás, a própria ideia de encaminhar os comentários para a caixa de mail foi minha, não foi retirada da Angela.
Repete comigo, Margarida; tu és original e esperta nessa coisa de HTML.
(Agora vou à procura da minha dignidade. Não a pisem até lá, por favor...)
Tão, mas tão obrigada....
I just made love! (ler com sarcasmo)
Bom dia, bom dia, está um sol lá fora porreirinho e dormi bem obrigada. Deitei os meus livros fora e apaguei os meus filmes do computador.O blog acaba aqui e o meu telemóvel fica no tarifário normal já que não vou utilizá-lo com tanta regularidade. O meu facebook já eu tinha apagado [porque senão era mais uma coisa que iria à vida] e quero lá saber que as escutas do Socrates sejam destruídas e que o próximo treinador do Sporting seja um Mourinho to be, lavado a 60 graus. A minha vida mudou.
O Site chama-se "I just made love" e isso sim, é a revolução em termos tecnológicos. Aproxima o mundo todo numa das coisas que mais poder tem. A ideia é fenomenal. As pessoas, depois de fazerem "o Amor" e em vez de acarinharem o parceiro num entediante "foi tão bom, adoro-te e tens lume" levantam-se rápido rapidinho e vão para o computador contá-lo ao mundo. Eu acho que isso acrescenta mais do que qualquer livro, qualquer jornal e qualquer conversa com a Best Friend. Não tenho palavras para explicar o quanto o site é gratificante e educativo. Cliquem lá e vejam por vocês no que o mundo se tornou. E rezem... rezem muito para que a morada dos vossos pais não apareça no mapa. Nem o do vosso parceiro, claro...
O Site chama-se "I just made love" e isso sim, é a revolução em termos tecnológicos. Aproxima o mundo todo numa das coisas que mais poder tem. A ideia é fenomenal. As pessoas, depois de fazerem "o Amor" e em vez de acarinharem o parceiro num entediante "foi tão bom, adoro-te e tens lume" levantam-se rápido rapidinho e vão para o computador contá-lo ao mundo. Eu acho que isso acrescenta mais do que qualquer livro, qualquer jornal e qualquer conversa com a Best Friend. Não tenho palavras para explicar o quanto o site é gratificante e educativo. Cliquem lá e vejam por vocês no que o mundo se tornou. E rezem... rezem muito para que a morada dos vossos pais não apareça no mapa. Nem o do vosso parceiro, claro...
A cereja no topo de nada
Os recém nascidos também são assim. Podem chorar porque sim, porque fome, porque frio, porque fralda suja, mas basta umas gotas de aero-om na chupeta para se calarem e esquecerem todas maleitas que este mundo injusto lhes provoca.
As crianças também; podem chorar de birra ou porque cairam de bicicleta, o mano partiu o meu helicóptero ou o jogo do super mário estragou-se. O pai ajoelha-se e mostra-lhe o ceú "olha ali um avião" e ele desvia a atenção para a porcaria do avião e esquece todo o resto.
Não somos diferentes. O dia correu mal, o chefe pediu-me o impossível, o carro tem os travões gastos e não tenho guito para os substituir, engorda-se 3 quilos e parecemos as fotos da alexandra lencastre e do titulo da "Nova Gente" que diz "envelhecer é doloroso" mas basta um doce para mandarmos tudo à fava e acharmos que "aquilo" foi o brilho, o sol que secou a chuva, A cereja em cima de nada mas que faz toda a diferença, a musica que nos faz ter vontade de acelerarmos e sentirmos o vento no cabelo. A vida que nos acordou deste coma.
Só que os bébés lembram-se, quando a glicose acaba, que há mais do que isso O puto, assim que o avião deixa os céus, lembra que, cum catano, o mano partiu me mesmo o helicóptero e nós? é tão fácil relembramos que foi só isso; uma música que acaba, um sol que irá, brevemente, passar a noite escura e - merda - Para que quero eu uma cereja no topo de nada?
As crianças também; podem chorar de birra ou porque cairam de bicicleta, o mano partiu o meu helicóptero ou o jogo do super mário estragou-se. O pai ajoelha-se e mostra-lhe o ceú "olha ali um avião" e ele desvia a atenção para a porcaria do avião e esquece todo o resto.
Não somos diferentes. O dia correu mal, o chefe pediu-me o impossível, o carro tem os travões gastos e não tenho guito para os substituir, engorda-se 3 quilos e parecemos as fotos da alexandra lencastre e do titulo da "Nova Gente" que diz "envelhecer é doloroso" mas basta um doce para mandarmos tudo à fava e acharmos que "aquilo" foi o brilho, o sol que secou a chuva, A cereja em cima de nada mas que faz toda a diferença, a musica que nos faz ter vontade de acelerarmos e sentirmos o vento no cabelo. A vida que nos acordou deste coma.
Só que os bébés lembram-se, quando a glicose acaba, que há mais do que isso O puto, assim que o avião deixa os céus, lembra que, cum catano, o mano partiu me mesmo o helicóptero e nós? é tão fácil relembramos que foi só isso; uma música que acaba, um sol que irá, brevemente, passar a noite escura e - merda - Para que quero eu uma cereja no topo de nada?
500 days of summer (fim)
E depois, lá pelo dia quatrocentos e qualquer coisa, ele começa a ver as coisas pelo outro lado.
A mão que lhe dava torna-se na mão que ela recolhia. O olhar apaixonado por ela transforma-se no desvio para um ponto no infinito, muito longe dos olhos dele. As chamadas feitas tornam-se nas chamadas não atendidas. Até mesmo as frases, as declarações de amor feitas com todo o coração conseguem ser, lá pelo dia quatrocentos e qualquer coisa, nas respostas não dadas, na mudança de assunto e no recorrente "então e a chuva que aí vem?" quando o que ele queria era um "eu também, tanto".
E acho que foi a partir desse dia que ele começou a dormir a noite toda.
A mão que lhe dava torna-se na mão que ela recolhia. O olhar apaixonado por ela transforma-se no desvio para um ponto no infinito, muito longe dos olhos dele. As chamadas feitas tornam-se nas chamadas não atendidas. Até mesmo as frases, as declarações de amor feitas com todo o coração conseguem ser, lá pelo dia quatrocentos e qualquer coisa, nas respostas não dadas, na mudança de assunto e no recorrente "então e a chuva que aí vem?" quando o que ele queria era um "eu também, tanto".
E acho que foi a partir desse dia que ele começou a dormir a noite toda.
(Mas isso sou eu)
Enquanto todo o mulherio da net linka o Ouriquense, o Alfaiate lisboeta e o Pedro Lomba na esperança de nem sei bem o quê, eu cá vou-me distraindo com as palavras de dois bloggers que fazem com que a politica seja um tema interessante e a palavra "corrupção" seja lida como uma autentica declaração de amor. Eu acredito em mensagens subliminares e, no meu mundo, tenho a certeza de que quando falam do caso "Face Oculta" referem-se a mim e ao mistério que lhes represento. Não é umbiguisimo. São factos. Eu sou assim...
No entanto prefiro lê-los ao longe, separada pela net de 30 megas e o visor de um "VAIO". Prefiro imaginá-los numa sala cheia de livros e Dvd's, a CNN a dar lá longe na televisão, um olhar despreocupado no texto que acabam de fazer, o esquecimento da senha do sitemeter [porque querem lá saber] e o sono a chegar [porque há vida lá fora e a deles é muito cheia de tudo]. No fundo, no fundo, prefiro essa ilusão à possibilidade de ter do lado de lá um tipo barrigudo, com os botões da camisa a rebentarem lá prós lados do estômago, um refresh no sitemeter [f5...f5....f5....] e uma mulher que lhes grita ao ouvido que estão no computador desde que chegaram a casa, que os putos têm trabalhos de casa e o bobby precisa de ir à rua. E ainda por cima está a chover...
No entanto prefiro lê-los ao longe, separada pela net de 30 megas e o visor de um "VAIO". Prefiro imaginá-los numa sala cheia de livros e Dvd's, a CNN a dar lá longe na televisão, um olhar despreocupado no texto que acabam de fazer, o esquecimento da senha do sitemeter [porque querem lá saber] e o sono a chegar [porque há vida lá fora e a deles é muito cheia de tudo]. No fundo, no fundo, prefiro essa ilusão à possibilidade de ter do lado de lá um tipo barrigudo, com os botões da camisa a rebentarem lá prós lados do estômago, um refresh no sitemeter [f5...f5....f5....] e uma mulher que lhes grita ao ouvido que estão no computador desde que chegaram a casa, que os putos têm trabalhos de casa e o bobby precisa de ir à rua. E ainda por cima está a chover...
Informação util para quem está a pensar em ter um Labrador
O cérebro de um Labrador está dividido em duas partes;
A maior [cerca de 80%] está programada para estragar [sapatos, telemóveis, carteiras, botas de 350€ e - tão fofo - revistas ainda não lidas]
A outra parte [os restantes 20%] são para encontrar sítios onde se esconder quando sente que vai ser castigado.
A maior [cerca de 80%] está programada para estragar [sapatos, telemóveis, carteiras, botas de 350€ e - tão fofo - revistas ainda não lidas]
A outra parte [os restantes 20%] são para encontrar sítios onde se esconder quando sente que vai ser castigado.
Do tabaco, das gomas e do sal [e vou a NY, não sei se já referi isso algures]
Há alguns anos atrás, um amigo meu, numa conversa sobre o tabaco, disse-me que a sua mãe acordava durante a noite para fumar um cigarro, tal era o vicio. Eu conhecia essa senhora e achava-a de uma elegância e classe única. Chocou-me a figura de, no meio da noite, alguém matar-se aos poucos. Voltar a deitar-se com o cheiro a SG gigante. Eu que sou eu, eu que fumo, nunca me ocorreu acordar no meio da noite para fumar um cigarro. Para comer gomas sim, mas há uma diferença entre voltar para a cama com cheiro a morango e a cinzeiro. Disperso-me. eu sei.
Há uns tempos, eu esperava a noite escura para poder chorar. Acordava no meio da noite para despejar o rio que insistia em ficar retido com a luz do dia. aguentava o dia todo com o bolo na garganta, fazendo de conta que sim, tenho sentido de humor e sim, sou indestructivel para, no meio da noite, quando todos dormiam e deixavam as suas garras na mesa de cabeceira, acordar e chorar. Lembrei-me da senhora. Da tal mãe do meu amigo. Do quanto acordava para se matar todas as noites um pouco mais. Ela cheirava a cigarro, eu tinha passado do cheiro a gomas para o cheiro a sal. Ambas nos matávamos. Todas as noites um pouco mais. Todas as noites.
Eu deixei de chorar. O rio secou, as gomas começaram a ser mais do que o sal da vida. Não sei da senhora mãe do meu amigo. Espero que durma a noite toda.
Há uns tempos, eu esperava a noite escura para poder chorar. Acordava no meio da noite para despejar o rio que insistia em ficar retido com a luz do dia. aguentava o dia todo com o bolo na garganta, fazendo de conta que sim, tenho sentido de humor e sim, sou indestructivel para, no meio da noite, quando todos dormiam e deixavam as suas garras na mesa de cabeceira, acordar e chorar. Lembrei-me da senhora. Da tal mãe do meu amigo. Do quanto acordava para se matar todas as noites um pouco mais. Ela cheirava a cigarro, eu tinha passado do cheiro a gomas para o cheiro a sal. Ambas nos matávamos. Todas as noites um pouco mais. Todas as noites.
Eu deixei de chorar. O rio secou, as gomas começaram a ser mais do que o sal da vida. Não sei da senhora mãe do meu amigo. Espero que durma a noite toda.
Não é giro?
O que eu acho fabuloso, depois do facto de ir a New York passar uma semana [já tinha dito? não me lembro...] é essa coisa da primeira impressão que nunca falha. Olhas, sentes [bem ou mal] e dás a volta ao mundo com essa pessoa, numa jornada de sentimentos e ilusões e frustrações e partilhas e tudo e tudo e tudo [hoje disseram-me que era charmoso o meu "e tudo e tudo e tudo"] para, um dia, acordares no ponto de partida. A sério. Quem era bimbo volta a ser bimbo, quem era ridículo, volta a ser ridículo e quem era interessante continua interessante. A intuição [e não me farto de dizer o mesmo só que em blogues diferentes, é essa a vantagem de estar constantemente a mudar de blogues - dahh - ] é das coisas mais confiáveis [já vos disse que vou a New York?] que temos. O resto são sentimentos que nos turvam a visão, desafiam o coração e alteram a nossa alma. A verdade verdadeira, aquela que podemos sempre confiar, se repararem, está ali; no ponto de partida. Na primeira impressão.
Não é giro?
[New york deve ser giro...]
Não é giro?
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